quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Bermudinha? Pra quem??

Confusões podem causar grandes estragos, mas também grandes risadas.
Essa história de áudio pelo WhatsApp facilita a vida de quem está dirigindo, tem algo longo pra contar e ou tem alguma parada urgente para armar. Desta vez falaremos sobre a terceira opção!
Pra mim, ouvir um áudio não é uma coisa simples. Quando é longo então... Me distraio, adianto pra ouvir o final logo, e vez ou outra não entendo bulhufas! Por isso ouço mais de uma vez.
Imagina se quem "inventa" letras de músicas e canta pra sempre como se fosse verdade não iria ser vitimada por um áudio de WhatsApp? Facilmente.
Tudo começou assim:
...Pi disse: Cês podem vir pra cá quarta? O Gui vai jogar bola e a prima dele de Salvador estará aqui, não tenho assunto com ela!
...Tanga disse: Ahhh não! Ela nem bebe... Fica reclamando que a comida não tem tempero... Quer tacar camarão em tudo!
...Eu disse: Só li verdades! Sou alérgica! A camarão e a gente chata!
A conversa se estendeu, argumentos de todos os lados, mas uma amizade é uma amizade, né? Ainda mais vindo em um áudio cheio de súplica.
Ouvi algumas vezes e disse que não entendia a parte final, onde estaríamos de bermudinha...
Pensei, "e desde quando usamos bermudinhas?".
As loucas não me deram atenção quando questionei, e quarta feira lá estava eu:
Com cerveja e bermudinha tocando o interfone.
Ao chegar já notei que só eu estava trajando o combinado e assim que pude questionei o motivo de só eu estar com a cafona peça de roupa.
Ninguém entendeu... E cheia de razão peguei o áudio. E mostrei o exato momento que a roupa foi citada: "ah cara fazemos tudo junto, bermudinha e tal"...
Cinco minutos depois de gargalhadas, quando elas retomaram o ar, entendi o que o áudio queria dizer na verdade...
"(...) ah cara fazemos tudo junto, MERMO DIA e tal."
Conclusão: Tenho uma bermuda na gaveta e uma história besta.








domingo, 22 de maio de 2016

Mais uma de amor... Amem!

Eu falei sobre eles em outra publicação... 😊
Ontem mais uma filombeta casou.
Com um cara muito gente boa e que amamos de montão... ❤️

Esse foi o texto que celebrou a nova vida! Eu que escrevi. (pausa para aplausos emocionados e gritinhos de own! Se for usar dê crédito!) Foi feito com amor!

A vida é assim. Do nada te agita, te muda e te dá...vida.
Bianca e Alan eram duas pessoas vivendo de forma bem diferente. Uma amiga em comum os juntou com um super propósito: Comer todas as comidas di buteco do Rio de Janeiro no ano de 2014! E aí, a amiga em comum notou algo que eles pareciam não querer ver: formavam um casal em potencial...
O tempo passou, os botecos foram sendo visitados, os dois cederam e foi acontecendo. Aos poucos, como se estivessem reaprendendo a lidar com aquilo. Construíram uma forma própria de amar, deixaram a preguiça de lado e viraram namorados. Transformaram o relacionamento em uma vida a dois, a três, a quatro! Alan virou Tio Alanzinho: O colo preferido da Clara e da Júlia.
Aprenderam juntos que não existe regra e nem hora certa... Escolheram viver o amor. De acordo com o que acreditavam e tinham vontade. Aprenderam prioridades importantíssimas para que continuasse dando certo. Um sábado inteiro para colocar o sono em
dia ou um exagerado berro para comemorar um gol do Vasco estão no topo da lista. Saber o nome de todas as princesas também. Ah! E saideira não é necessariamente uma... (Os dois concordam plenamente).
O tempo passou, o laço apertou e o casamento era o próximo passo. E então o Daniel resolveu chegar chegando para enriquecer esta história. Trouxe euforia, medo, paixão, expectativa, sonhos...
E é isso que comemoramos hoje. A celebração não de um casamento apenas, mas de vida nova! Vida esta escolhida pelos dois. Que vivam com respeito, companheirismo, amizade, verdade, acertando e cometendo erros para chegar cada vez mais perto do ideal. Isso é mais importante que qualquer papel assinado. Esse deve ser o real compromisso de um para com o outro e dos dois com as três crianças. Nada é mais forte que um amor construído com calma e certeza. E é esse amor que a família de vocês tem. Sejam muito felizes... Para sempre.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Um bem maior

Eu era criança e lembro da minha mãe, pai, tios e avó com o broche de uma estrelinha vermelha preso na roupa. Eu queria uma. Ganhei uma lilás (que representa as mulheres no Partido) e anos mais tarde uma vermelha. Ganhei também uma blusa onde homens de terno jogavam "sujeira" em direção ao céu e algumas crianças de uma forma muito lúdica subiam em escadas e colocavam aquelas mesmas estrelas que tínhamos nas roupas no céu negro. Havia a inscrição: Eles inventaram a noite, e nós, as estrelas. Lá em casa falávamos sobre política e o cartaz do Lula ficava exposto até depois das derrotas nas urnas. Era uma maneira de dizer que havia esperança. Realmente acreditávamos nos ideais do Partido dos Trabalhadores. Todos meus votos para presidente foram do Lula e da Dilma.


Lembro também do impeachment do Fernando Collor. Lembro de comemorarem lá em casa. Mas acho que o normal para um país que vive esse processo é (na falta de outra palavra) ressaca. Porque o Collor podia ser festejado e o PT não? Não é isso... O PT tem uma história que representa uma luta linda e vitoriosa. Uma luta pelo povo. Lula e Dilma marcaram nossa história. O primeiro, o cara. O cara que não era doutor, mas movia o país com sua paixão, que no discurso da posse disse que não sossegaria enquanto existisse um brasileiro que não fizesse as quatro refeições básicas por dia. Um brilhante analfabeto. A segunda, uma mulher. Uma sobrevivente. Fortalecida pela mesma luta. Pela briga pela democracia... 



Mas aí veio o Mensalão. Depois o Petrolão, as pedaladas...



Uma sessão para destituir a presidenta acontece perante os presidentes do legislativo e judiciário e realizado por um congresso vergonhoso, mas eleito pelo povo. Está dentro do que a Constituição prevê. Agora quem decide é o senado. A Constituição lhes dá essa oportunidade. Funciona assim em qualquer democracia presidencialista. O que o Senado decidir, está decidido. Um julgamento político. Puramente político, como a Constituição prevê...



Essas são as regras do jogo. Precisamos é de força para mudá-las. Sente nojo de política? Sente vergonha? É legítimo. É Justo. Os deputados não sabem concordância? O Lula também não. E há quem diga que foi um presidente altamente competente. Bolsonaro é um fascista imbecil? SIMMMMMM. Cunha é a personificação de corrupção? Um calhamaço de evidências diz que sim, mas não foi condenado.



E os outros todos citados na Lava Jato? Vamos cobrar do STF! Legislativo e Executivo não tem culpa desta vez... 



Hoje carrego uma tristeza. Uma sensação de fracasso... Ver tudo que eu cresci acreditando se esvaindo e se transformar em um espetáculo bizarro armado foi frustrante. Chamem de golpe, de tchau querida... Os fogos comemorando a abertura de um processo como esse me causa um baita desânimo. Assim como os vizinhos se ofendendo, os amigos de vida e de redes sociais querendo vencer com ódio e sangue... Sim, eu me ofendo a cada vai tomar no cú petralha, a cada menção que quem defende a permanência do governo ganha alguma coisa, me marginalizam por acreditar, me ofendo quando o exército de bolsomitos me agride justamente pelo que me orgulho, ser: completamente diferente do "mito". Meu poder de argumentação é dos bons, meu intelecto é bastante desenvolvido, mas me dá preguiça e calo diante de tanto ódio e baboseira... Por um bem maior... Meu sono é tranquilo.




Com a palavra, meu irmão...

Todo o esforço (vão, mas necessário) de ser imparcial vai por água abaixo quando eu vejo a mágoa no olhar da minha mãe e da minha irmã por toda essa situação. Eu tenho um pouco mais de frieza, e tento (também em vão) não me envolver muito emocionalmente com assuntos de política, de forma que nunca bloqueei nenhum único amigo durante essa crise, nem lembro de nenhuma discussão que tive que não tenha terminado bem, mesmo na discordância. Faz muito tempo, contudo, que deixei de opinar, parte porque acho que tenho uma retórica muito agressiva, espertinha demais, o que só me faz receber likes e ser ouvido por pessoas que previamente concordam comigo. No final, era só um exercício de vaidade.

As ideias que sigo, contudo, são maiores que um partido ou uma eleição. É possível separar o Lula enquanto signo (operário que chegou a presidência e iniciou um processo de aceleração do pagamento das nossas dívidas sociais) do Lula real. É possível separar o que significa ter uma mulher como presidenta da sua administração do Executivo. Eu não sei o que faz um ou outro ser mais ou menos sensíveis a questões de classe e de gênero mas, definitivamente, isso é um nervo exposto na minha família e Lula e Dilma são, nesse sentido, símbolos importantes e imperfeitos do que a gente acredita. 

Existe um abismo gigante entre isso e ser a favor das coisas que o PT fez de ruim. 

Isso é a identidade delas e de muita gente, mas progressismo ainda é minoria nesse Brasilzão conservador. E agora, no apogeu dos resultados das decisões erradas dos que se passaram por progressistas para conseguir os votos dessa gente que eu amo, essa própria identidade é marginalizada e elas estão chocadas com amigos e família demonstrando o pior de si. A gente fica de boca aberta ao ver tanta gente querida ceder a radicalismos. Radicalismos sutis, às vezes, como os textos cheios de contorcionismo retórico que tentam desqualificar o governo Lula (ah, surfou a onda do FHC!), ou radicalismos reacionários propriamente ditos (#bolsomito). 

E agora, esse impeachment amargo catalisa uma sensação de derrota, sim, mas quando olhamos pro lado e vemos quem perdeu conosco, ficamos tranquilos de combater o bom combate. Nosso sono ainda é tranquilo.

Eu, por minha vez, fico numa situação complicada. Quero que a casca delas engrosse, que aguentem com força tudo isso, que se empoderem. Ao mesmo tempo, queria ser um escudo pra protegê-las das merdas que esses pela-sacos que não aguentam meia hora de ideia comigo falam.  




Pela primeira vez publico um texto do meu irmão. Ele é o Roberto, carioca, vascaíno, lindo, inteligente, simpático e com uma irmã bem braba!

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Acreditar...

Fui perguntada se eu achava possível se apaixonar de novo...Uma tarefa difícil com certeza. Porque acredito que com o tempo a paixão não é mais aquela coisa das borboletas no estômago, a necessidade ardida de estar junto. É algo maior. Se torna amor. me lembro de ter visto em algum artigo desses sobre relações que se uma relação dura um ano isso indica que as pessoas envolvidas se amaram. Não sei se concordo. Mas acho que pode ter algum fundamento porque no auge da paixão tudo é aceitável. Os defeitos ficam escondidos e gente mesmo arruma desculpa para os defeitos do outro. Aquela mania chata passa batida, todo atraso é aceitável... Eu por exemplo não consigo comer na frente da pessoa. #ridicula
Depois, com o tempo, intimidade, convivência, as coisas vão meio que se tornando mais naturais. As frescuras deixam de existir. Algumas pessoas fazem até xixi de porta aberta... Sou muito romântica. Acredito que o amor é o que prevalece, mas a paixão é algo que precisa ser alimentado. Inflado. Precisa para que o amor não se torne amor de amigos, irmãos. O que ser feito? Acho que pode começar lembrando de como era lá no início. O que era feito para chamar a atenção um do outro? Aquele banho de chuva cheio de gargalhadas, o toque, cheiros, realmente imitar o que era feito antes, reviver aquelas situações felizes, buscando novas...
Ave maria, me chame de boba, lunática, iludida, cafona. Mas eu acredito mesmo no amor. Pra sempre.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Bons modos e o coração dos outros

Não parta o coração de ninguém. Não é uma coisa fácil, eu imagino, mas tente. Ao menos tente. Se importe. Mesmo que aquela pessoa não seja a que você idealizou para viver ao seu lado. Seja racional ao tratar do coração dos outros. Pelos bons momentos que tiveram, pelas risadas juntos, pelo bem que fizeram um ao outro.
Não fizeram juras de amor eterno ou prometeram casamento? Precisa? Nem sempre os planos vão tão à frente. Acredite! Tem gente de verdade que se importa com o seu  problema e comemora seu sucesso! Que te leva café na cama pelo prazer do sorriso de volta, de três minutinhos de cafuné....
Tem gente que já se magoou tanto que faz planos a curto prazo. Mas não deixam de se dedicar, doar. Se você não quer nada demais com a pessoa, por que fingir envolvimento?  Por que machucar alguém que te deu a melhor parte dela?  Não parta o coração de ninguém, mesmo que esse alguém não signifique nada para você. Faz parte dos bons modos. E quando essa pessoa se lembrar de você, será com admiração e respeito. Sem dor. Só saudade. 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Quem é mais sentimental que eu?

Ganhei um presente de natal que gostei muito. Um livro. Nele tem uma frase que diz que "Quando escrevo, eu me entendo melhor, eu me conheço melhor. É uma forma de ter acesso direto ao que eu sinto. Quando escrevo eu finalmente calo os gritos internos.” Tão eu...
Em algumas fases sou a mais triste do mundo. Sinto o peso mesmo nos ombros, tipo o titã Atlas, e tento me agarrar no fiozinho alegria que sobra. Nesses dias eu sumo, eu choro, eu enfio a cara no travesseiro, ouço música que faz doer, jogo sal na ferida aberta e choro mais. Ouvir "reage", ou "você não é assim" não ajuda em nada... Porque eu tento reagir e porque eu sei que vou acordar um dia e realmente ver que sol é a coisa mais linda que eu já vi ou que dançar na chuva refresca... É só isso. Pronto! Abraço mesmo minha tristeza, agarro, alimento e deixo ela ir embora na hora dela... Até chegar uma nova tristeza. Porque aquela já se esgotou e vai dar lugar a uma nova... Assim como as alegrias. 
E doeu descobrir isso, sabe? Que não é só rosa... Mas outras cores são legais também! Pensa numa virginiana que ama rotina, tudo no seu lugar e se vê vivendo uma bagunça? Onde amores vão embora, pessoas importantes morrem, dinheiro não dá pra chegar ao fim do mês... Tamu junto tristeza, e "sem vergonha de ser feliz"! Sou humana. E por mais que existam ondas de tristeza, sou feliz assim.


Observação: O Livro se chama Diário de uma sentimentalista, da jovem escritora Sthefany Lacerda