quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Quem é mais sentimental que eu?

Ganhei um presente de natal que gostei muito. Um livro. Nele tem uma frase que diz que "Quando escrevo, eu me entendo melhor, eu me conheço melhor. É uma forma de ter acesso direto ao que eu sinto. Quando escrevo eu finalmente calo os gritos internos.” Tão eu...
Em algumas fases sou a mais triste do mundo. Sinto o peso mesmo nos ombros, tipo o titã Atlas, e tento me agarrar no fiozinho alegria que sobra. Nesses dias eu sumo, eu choro, eu enfio a cara no travesseiro, ouço música que faz doer, jogo sal na ferida aberta e choro mais. Ouvir "reage", ou "você não é assim" não ajuda em nada... Porque eu tento reagir e porque eu sei que vou acordar um dia e realmente ver que sol é a coisa mais linda que eu já vi ou que dançar na chuva refresca... É só isso. Pronto! Abraço mesmo minha tristeza, agarro, alimento e deixo ela ir embora na hora dela... Até chegar uma nova tristeza. Porque aquela já se esgotou e vai dar lugar a uma nova... Assim como as alegrias. 
E doeu descobrir isso, sabe? Que não é só rosa... Mas outras cores são legais também! Pensa numa virginiana que ama rotina, tudo no seu lugar e se vê vivendo uma bagunça? Onde amores vão embora, pessoas importantes morrem, dinheiro não dá pra chegar ao fim do mês... Tamu junto tristeza, e "sem vergonha de ser feliz"! Sou humana. E por mais que existam ondas de tristeza, sou feliz assim.


Observação: O Livro se chama Diário de uma sentimentalista, da jovem escritora Sthefany Lacerda